sábado, 18 de julho de 2015

A Festa

Numa festa com uma desconhecida. A conversa dura horas. Você se esquece do copo de cerveja gelada ou do churrasco quentinho que acabou de ser servido. 

Vocês conversam de tudo. Ela ri das suas piadas. Ela ri de você. Vocês riem juntos e continuam falando. Quando discordam, existe um clima de implicância e provocação. Até o fato dela votar na Dilma não é motivo de discussão. Você provavelmente votaria na Dilma por causa dela. Não existe conflito. 


As pessoas percebem o clima. Deixam vocês dois a sós. A conversa é sobre um livro chamado Retalhos. Passa para Daytripper. Caminha pela Segunda Guerra. Os dois estão em pé, lado a lado, olhando para o vazio da quadra. Quando os ombros se tocam, o frio passa. A respiração muda. 


Até tentam continuar a conversa, mas ao se olharem percebem que é mútuo. 


Você a conduz para o canto escuro. Vocês se beijam. Sujo. Saliva. Cuspe, mordidas. Seu dedo entra dentro dela. A calcinha molhada, a boceta mais ainda. Sua curiosidade é sentir o gosto dela e então interrompe o beijo para chupar o próprio dedo. Os olhos dela brilham. 


Segundos depois ela se agacha e engole o seu pau inteiro de uma vez. Você a escuta engasgando. Ela lança aquele olhar safado de quem quer saber se está fazendo direitinho. Cospe na própria mão e esfrega no pau inteiro. Você começa a tremer a perna. Mais uma chupada inteira. Você sente que ela seria capaz de te fazer gozar apenas com a boca. Algo que você só descobriu ser possível há poucos meses. Quando o pensamento de esporrar na boca dela começa a parecer realidade, ela se levanta já com a calcinha abaixada, pega o seu pau e enfia de uma vez dentro de sua boceta. Ela está virada de frente pra parede rebolando enquanto você a segura firme pela cintura. Delirando com o perigo.


Ela é apertadinha, mas está tão molhada que você entra fácil. Ela pede para você foder com força. Com mais força. Com mais força. Você começa a gemer com o som das palavras dela. Mete com velocidade e força para sentir o prazer saindo da boca dela. 


Antes dela começar a rebolar com mais força, ela te olha e abre os lábios como se estivesse com água na boca. É a senha. Você esporra dentro dela. Você goza e treme e morre de tesão. Ela sorri. Diz para você não parar e então se agacha novamente para mais um boquete. 


Você se impressiona com a qualidade do trabalho. Pergunta se as pessoas estão imaginando o que vocês estão fazendo. Ela diz que não se importa. Depois admite ter conversado com uma amiga em comum e revelado o interesse em foder com você na festa. A informação te excita. Rápido. Pronto para a segunda. Ela continua chupando e depois de deixar o pau bem duro e molhado, volta a encaixar dentro de sua boceta que está pingando porra. 


A foda está gostosa e ela goza rapidinho. Quando você começa a ir mais forte para gozar e voltar logo para a festa, ela tira o pau de dentro, cospe nele inteiro e enfia dentro do cu. De uma vez. Você sente entrando de uma vez. Até pensa: “caralho, que arrombada!”, mas percebe o tesão dela ao dizer que “precisava sentir seu pau no meu cuzinho. Eu sei que você gosta.”. 


É a senha. O impossível acontece. Você esporra mais que da primeira vez e ela se abaixa novamente para engolir as últimas gotinhas. E ela limpa a boca e se levanta para um beijo com gosto de sexo. 


Você agradece por ter recusado a Vodka. E se pergunta de que inferno saiu esse demônio de cabelos pretos para te tirar do sério. 

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